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Bibliografia
Filipe Silvestre Mate, nascido no dia 9 de Novembro de 1988, na localidade de Chicumbane, distrito de Xai-Xai, Província de Gaza; com sua Mãe de nome Arlete Carlos Chaúque e seu Pai Silvestre Malanzele Mate. O seu nome, Filipe, lhe foi dado em memória ao seu avô paterno de nome completo Filipe Malanzele Mate. Este menino, nasce numa época extremamente crucial, pois estava-se ainda em plena guerra de desistabilização. Nasceu no hospital de Chicumbane, mas a sua progenitora e os respectivos parentes viviam na antiga aldeia de Vladimir Lenine, que foi severa e brutalmente assolada pela guerra de desistabilização, aliás, ele escapou por muito pouco (esta guerra opunha duas forças políticas que no então período atravessavam um leque bastante forte e irreconciliável de devastadoras desavências).
Terminado o período do parto, a sua mão foi obrigada a retornar à sua terra, isto é, onde vivia com toda a sua família. Foi neste processo que o Filipe ainda menino teve que de igual ou parcial modo, atravessar esta crise bélica.
Aquando da sua estadia na aldeia de Valdimiro Lenine, esteve sujeito a estar exposto a todo o tipo de risco que se assistia no local. Nascido por Pai e Mãe não funcionários do Estado, mas sim, o primeiro pescador e mais tarde vendedor inforrmal e o segundo camponesa e mais tarde vendedora informal, cresceu num ambiente de muita perturbação e que provavelmente terá sido um dos motivos que ditaram o seu comportamento mais tarde dado que, estava coagido a sujeitar-se a qualquer exposição de todo o tipo de riscos de um menino paupérimo. Alguns anos mais tarde, concretamente em 1992, 4 anos após o seu nascimento e coincidentemente no fim da guerra de desistabilização, e quando tenta ganhar um pouco de consciência, eis que a fome avalancha a sua pobre família que nada tinha para dar, para além de nenúfar, que era explorado nas margens e às vezes no interior do Rio de regime temporário e que é pequeno afluente da Bacia do Limpopo.
Houve também momentos que mereceram registo, diz-se concretamente ao tempo que ele passou com a sua avó paterna e em que vivia na base de piri-piri quando a sua avó não se fizesse presente, isto é, quando ela estivesse na machamba particularmente.
Mais tarde o seu Pai desloca-se para a localidade de Chilembene, no distrito de Chókwè, com o claro intuíto de procurar as melhores condições de vida. Foi durante este período entre 1992-1993 que o Filipe teve que conhecer uma viragem na e da sua vida. Nesta lógica, ele sai da aldeia de Vlademiro Lenine e passa a viver em Chilembene. É nesta localidade que começa a sua vida escolar em 1994 na Escola Primária de Chilembene. Quando ele começa a sua vida escolar debate-se logo no primeiro ano com uma reprovação. Prosseguiu com os estudos primários até quinta classe na mesma escola em 1999 e debate-se de novo com uma reprovação, e, por azar neste ano o distrito de Chókwè é grandemente afectado pelas famosas e furiosas cheias de 2000. E, neste âmbito, a sua família alberga-se na aldeia de Hókwe que é uma terra arenosa e que se encontra numa zona alta em relação a Chilembene. Entretanto, nesta aldeia ficou um período de cerca de 2 meses, e a sua volta recomeça com a sua vida escolar já com mais fúria de dealbar inequivocamente a sua alma. Foi nesta ordem de ideias que ele até por sinal despensou nesta classe e daí em diante, a sua vida escolar foi marcada por sucessos, apesar de no ano 2002 ter vivido momentos dignos de registo, pois sua mãe, que assegurava a sua família em termos de mantimentos, enquanto seu Paí se encontrava desenpregado, aliás, este não se tinha empregado nunca na vida; estava fora de casa na idéia dos filhos e do seu marido encontrava-se fora da Província de Gaza, particularmente depois do paralelo 22 (norte do rio Save) sem consciência própria, o Flipe como o seu Pai o chamava na sua idade activa, foi sujeito a viver quase que durante um mês de couve, de couve sublinho. Neste mesmo ano, ele faz a 7ª Classe e na altura em Chilembene não havia Escola Secundária, e ele recebeu o quase que convite agradável do seu único Tio materno funcionário do aparelho de Estado de seu nome completo Dinis Carlos Chaúque, que no então período desempenhava a função de Técnicno de medicina em Machulane, distrito de Manjacaze. Portanto, o seu Pai e o Filipe concordaram sem pensar duas vezes. Eis que em 2003 ingressa-se na 8ª Classe na Escola Secundária de Manjacaze, onde fez o Ensino Secundário Geral com êxito e em tempo recorde, neste período, ele viveu no Centro Internato de Manjacaze que estava sob tutela da Escola acima citada. As ambições já aumentavam, logo depois de ter feito a 10ª Classe pensou em progredir para a cidade capital da sua Província (Gaza) para fazer o Ensino pré-universitário na Escola Secundária Joaquim Chissano de Xai-Xai onde o fez com muito sucesso, pois já começava a vislumbrar, o que se manisfestou até ao final do ciclo. Logo em seguinda, candidata-se para o Ensino Superior em particular para as seguintes Instituições: Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e Universidade Pedagógica, para a primeira, concorreu o curso de Licenciatura em Geografia e na última, concorreu para o curso de Ensino de Inglês na Província de Maputo, onde saíu bem sucessido na primeira Instituíção.
Chegando na Cidade de Maputo, viveu com o seu Tio paterno nos primeiros 3 meses e divorciou-se desta convivência devido à distância para chegar à sua Universidade dado que a distância era completamente repulsiva, por isso, procurou logo nas cercanias do bairro suburbano da Polana Caniço uma residência ou espaço para alugar. Quando se debate com esta situação de viver sob sua própria custódia e contemplar as suas tristezas e os seus problemas e sucessos sozinho viu-se embaraçado, por isso, tão-somente ficou sozinho por um período bastante curto, de sensivelmente três semanas. A sorte ou azar não demorou, chegou-lhe logo o convite de um dos seus colegas do curso para juntos viverem, e ele teve uma resistência receosa, porque não tinha saboreado ainda uma experiência do género, mas, apesar da resitência ele acedeu ao convite tão delicadamente como sempre ele foi. Não obstante, como em todos os casos, na convivência colectiva assinala-se também diferenças do ponto de vista de referências. A sua convivência, foi muito marcada por saídas ou mudanças de residência durante os anos que ou eles iam fazendo o seu curso no seu longo percurso.
A desgraça lhe bate a porta exactamente no final do segundo semestre do seu segundo ano da Universidade quando o seu colega de quarto e ainda amigo, perde a vida no dia 29 de Junho de 2009. O Filipe neste caso foi pego por uma situação embaraçosa e de dilema, resolveu logo, juntar-se aos seus dois amigos que juntos estiveram em Manjacaze e em Xai-Xai, de nomes Artiel Nehemias Jamisse Cumbe e Joaquim Vasco Simango. Foi nesta orla de sofrimento que acabara de enfrentar a espinha e arte de escrever invadem a sua alma e despoletam a sua consciência. Um outro Filipe. Um outro Eu diferente do Eu anterior. Filipe Silvestre Mate de seu nome completo e oficial, tem escrito e não publicado um conjunto de poemas com o título ainda em construção, e ainda pensa em escrever um romance, aliás, o romance está em construção.